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Ser feliz a arrumar a casa em família

A casa foi, desde há muito, um espaço deixado ao cuidado das mulheres. A casa tem sido metáfora para o colo das mães, o ninho, o abraço e o refúgio. Hoje, a casa é onde começa e acaba o nosso mundo no dia-a-dia. A casa deixou de ser das mulheres e tornou-se no lugar da família.

Este dia, 8 de março, lembra tudo aquilo que ainda lhes continua a ser roubado, mas também, todas as conquistas e possibilidades que se abrem. Na casa, as mulheres conquistaram o direito a ter um igual ao seu lado. A vida em conjunto faz-se a quatro mãos grandes e a todas as outras que partilhem o mesmo tecto.

Arrumar deixou de ser uma tarefa das mulheres e é hoje parte integrante da dinâmica familiar. A tarefa de devolver cada coisa ao seu lugar é um exercício de amor que gera felicidade e contribui para a harmonia e união da família. Ao tornarmos a arrumação da casa uma responsabilidade de todos, estamos, principalmente para as mulheres, a abrir o caminho para uma verdadeira partilha de tarefas.

Arrumar a casa em família é uma tarefa inclusiva. Este pequeno gesto mostra aos mais novos que a casa também é deles, que têm um papel activo na sua manutenção, assim como, no equilíbrio e harmonia da família. A mulher deixa de ser o centro à roda de quem gira a interminável questão do «onde está» e é a casa em si que assume esse papel.

Distribuir tarefas e responsabilidades é aprender a balançar, ter conta, peso e medida, com aquilo a que nos propomos. Arrumar em família é um exercício de conquista de tempo. Se todos fizerem um pouco da sua parte, haverá mais tempo para disfrutarem daquilo que faz cada um de nós verdadeiramente felizes. É reclamar mais tempo para a família, para nós e para os outros que nos completam.

Abdicar do controlo da arrumação da casa é uma tarefa difícil para muitas mulheres. O estereótipo da mãe cuidadora está enraizado na nossa cultura desde muito cedo. Há, ainda, todo um mito e preconceito em torno da verdadeira parceria entre adultos e da responsabilização dos mais novos por aquilo que é seu, mas também do que é comum.

Saber o lugar de cada coisa e devolvê-las ao seu lugar é responsabilidade de cada um dos habitantes. Só assim faz verdadeiramente sentido viver em comunidade, partilha e família. Arrumar a casa é, por isso, uma tarefa que devemos reivindicar para casa um de nós em conjunto!

Neste dia, em especial, lembremos às meninas e aos meninos que podem ser tudo aquilo que quiserem. Que a casa não define nem limita, ela é o espelho daquilo que somos no aqui e no agora.
E tu, arrumas a casa em família?

Com gratidão,

Inês.

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